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A verdade está mesmo lá fora? (parte 2)

Pois bem. Cá estamos nós outra vez.

Na primeira parte dessa série (veja clicando aqui), falamos sobre a basicamente certa presença de vida fora do planeta e cogitamos sua capacidade intelectual.

Falamos sobre avistamentos de OVNIs e relacionamos o caso com a derrubada do Terceiro Reich e a assimilação dos conhecimentos científicos e tecnológicos desse pelos EUA.

Enquanto tratávamos isso, pontuei expedições nazistas à Índia, falei das “Vimana” e deixei no ar um ponto de interesse, que dará início a essa segunda parte: Órion.

Órion é uma constelação relativamente próxima de nosso sistema solar, lar de nossas “Três Marias”, ou, como conhecidas no Oriente, os “Três Reis”.

Existe toda uma teoria ufológica (nada científica, claro) de que a vida humana na Terra seja resultado de evasão em massa de um planeta nessa constelação, afirmando, inclusive, ser a Lua a nave de transporte… Pois é, brisa pesada, mas levemos em consideração, não é?

Segundo se percebeu pelo estudo das ruínas e achados arqueológicos, civilizações antigas das mais variadas expressaram, em sua arte, seres estranhos, bem como “objetos voadores” estranhos.
Tudo isso faz borbulhar as mentes mais curiosas, com perguntas de impossível resposta sobre esses fatos.

Podemos ver, especialmente, nos Sumérios tais representações, com figuras antropomórficas, iluminadas por auréolas, “discos voadores”, abduções, os Annunaki.

 

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Puxando um pouquinho: levanta-se, inclusive, alinhamento possível entre as Pirâmides do Egito, Quéops, Quéfren e Miquerinos, e as três estrelas da constelação.

Aliás, nem entremos na questão das antigas construções, afinal teríamos, nós, que levantar intermináveis elementos de peso para considerações. Foquemos no assunto inicial.

Pois bem: segundo essa linha de pensamento (puramente imaginativa, claro. Digo isso no sentido de não possuir qualquer elemento verificável, para atestar ou contestar), o povo de Órion teria vindo obrigado para o planeta Terra, no novo sistema solar – esse mesmo, que fica na pontinha da Via Láctea, fazendo fronteira com o espaço vazio -. Uma vez aqui, esse povo humanoide passou a habitar o continente perdido, a Atlântida, que, segundo a mitologia, afundou num passado remoto.

Duas grandes teorias são produto da junção do mito de Atlântida e do mito da colonização de Órion: a teoria da “Terra Oca” e a teoria da miscigenação. Ficaremos com essa segunda.

DISCLAIMER, mais uma vez: estou, aqui, tratando todos os componentes do pensamento sobre vida extraterrestre, seja ou não seja bizarro. Claro, por questões práticas, não pretendo me estender demais em detalhes, mas é interessante trazer o todo à discussão.
Ah, e repito o disclaimer da parte I: não são fatos. São, muitas vezes, suposições, fantasias, ou simplesmente teorias conspiratórias, por montagem de quebra-cabeças. Mas, como disse o físico: a mente que se abre a uma nova ideia… Abramos as nossas 😉

A teoria da miscigenação compreende que a Terra já possuía condições de manutenção de vida, já possuía vida e, para pensarmos que o sumiço de Atlântida seja conhecido até hoje, precisamos supor que inúmeros indivíduos tiveram contato com essa informação. Uma lenda, para permanecer milhares de anos viva, como é o caso, não poderia ser um boato local.

Aqui adentramos um denso e profundo pântano ideológico, repleto de pontos em comum, mas, também, de bifurcações para o pensamento. Levantemos algumas:

Além dos elementos já pontuados, como a arte Suméria, o alinhamento das Três Marias com as três Pirâmides da Necrópole egípcia, da manutenção do mito de Atlântida, temos os gigantes bíblicos, os Nefilim.

Os Nefilim, termo que em hebraico antigo que significa “caído”, ou “que caiu”, eram “filhos de Deus” gigantes que, vindos do céu, passaram a habitar a Terra, tendo filhos com mulheres humanas, gerando uma raça de possíveis “semi Deuses”.

 

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Embora hoje busque-se garantir que houve tradução indevida do termo, não podemos ignorar a semelhança entre esses tais e alguns outros mitos muito mais presentes a nós, ainda hoje: os deuses gregos e romanos.

Não são, afinal, os deuses gregos super-homens? Não possuíam, pois, todos os defeitos humanos, como ira, luxúria, soberba, ambição, potencial de traição, de conspiração, apenas somando super-poderes? Não ficavam no topo do monte Olimpo, acima das nuvens, e “caiam” ao chão por sua luxúria, para buscar humanas, às noites?

Não era, também, o deus hebraico do Antigo Testamento um tirano super-poderoso?
Jesus Cristo não “subiu aos céus”, lentamente, até desaparecer nas nuvens, ao final de seu trabalho na Terra?

Toda essa consideração sobre o casamento dos elementos não torna muito mais interessante a cogitação dessa tal teoria de miscigenação entre terráqueos e extraterrestres?

Pois, então. Agora, para terminar de caramelizar o sorvete, e se focarmos no salto evolutivo que propiciou aos hominídeos a fala, a engenharia, agricultura, arte, enfim, o intelecto?

Desde o resfriamento do bloco de pedra que vivemos; desde a formação do sistema e a ordenação de seus componentes (formação de atmosferas, rotas de translação, cinturões de asteroides, composições químicas), o processo de lapidação da vida foi terrivelmente lento. Do microcelular à vida marítima simples, milhões de anos; da vida marítima ao povoamento da Terra, milhões de anos; milhões de anos de evolução até os dinossauros, sua extinção, repovoamento por seu produto evolutivo; surgimento dos mamíferos, mais tarde xenartros, então símios, grandes macacos (que compartilham quase 100% de DNA conosco) até os primeiros hominídios eretos, milhões de anos. Tudo foi absurdamente lento… Mas não tudo.

Em determinado momento, numa distância de tempo já bem inferior, pensando-se em comparação, o primata ereto passou a pensar, e foi capaz não só de se organizar, para sobreviver, mas, também, de extinguir seus competidores menos capazes. Nasce o Homo Sapiens, nossa espécie.

 

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Fisiologicamente, especialistas já são capazes de identificar uma alteração craniana responsável pela expansão cerebral e, portanto, pela diferença exponencial entre essa nova espécie e a antiga. No entanto, será que apenas “mais espaço” para o cérebro seria capaz de mudanças estruturais tão gigantescas? Aristóteles, no séc. IV a.C. não compreendeu a inteligência humana como “espiritual”, defendendo uma teoria de alma imortal?
Será mesmo que tudo se resume ao tamanho do cérebro?!

E se considerarmos o mito de Adão e Eva como primeiros seres humanos “criados”, ignorando um pouco a miscigenação mas, já, pensando num “laboratório” alienígena, onde ambos foram cobaias dos colonizadores, expulsos por sabe-se-lá que diabos seria “a árvore do conhecimento”?
Alguns ufólogos mais obcecados chegam a afirmar veementemente que a espécie humana é resultado de manipulação genética de mais de vinte e três espécies diferentes, de origens diversas no universo…

 

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Não é matéria fantástica de reflexão, ainda que as hipóteses continuem impossíveis de se responder ou mesmo fabulosas demais para ganharem nosso tempo?

Eis que ficamos nessa de refletir a respeito de todas essas possibilidades, todas com inumeráveis peças soltas no quebra-cabeça de nossa história.

Fato é: Hitler investiu, e muito, na ciência por trás das Vimana indianas e, maluco ou não, depois de suas investidas, na Segunda Guerra Mundial, tudo mudou no que diz respeito à tecnologia da aviação.

Bom, extenso demais, já, vamos interromper e, na parte 3 (espero que a final), falaremos dessas mudanças, pontuando a bifurcação final do nosso questionamento: a verdade está mesmo lá fora?!

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