porca
 

A porca gorda está cobrando o preço, e é bem alto

Foram as décadas de “política não se discute”.
Foram as décadas de “voto nele porque é bonito”.
Décadas de “rouba, mas fácil”, de votos de boicote, de legendas, de “menos pior”.

É bem como Milton e Chiquinho disseram: de tão gorda e descuidada que a deixamos, essa porca já nem anda mais.
O pileque homérico de bebida amarga, patrocinado por grandes interessados, porém brindado e adorado pela grande massa, meio que ameaça perder o efeito, entregando, como seu resultado, uma terrível dor de cabeça.

Nos vemos, hoje, como plateia de um enorme circo de sombras. Nosso desgosto por Política, a demonização do assunto, tabuização, colocaria, nos fizeram votar mal ou, mesmo, nem votar. A máquina se fez tão suja, tão nojenta, que aparenta não poder mais ser lavada.

Coitado de Renato, que nos chamou geração Coca-Cola, a que destituiria reis e faria piada com esses. Pelo contrário! Perpetuamos!

Quantos são, entre nós, os que se lembram a quem confiaram seus votos às Câmaras e cargos?! Dentre nós, quantos são os que acompanharam os resultados?!

Qual a cara de bunda fazemos aos Domingos de anos pares, em Outubro, quando precisamos nos dirigir para ofertar o sacrifício nos templos da Democracia Representativa?!

E o pior! Quem é que sofre as mazelas, resultados dos maus cuidados a essa porca, que conhecemos como Estado?! Somos nós mesmos!

Criticamos nossos pais, seus pensamentos, somos os tais “filhos da Revolução”, mas de burgueses sem religião não temos nada! Nossos ídolos ainda são os mesmos! Endeusamos a burrice!

Caímos nos contos caroçudos e purulentos de larápios engomados e penteadinhos, a cada novo biênio!

O desespero começa a cutucar aí como cutuca aqui?

Trata-se de um trem desgovernado, pilotado por insanos egopatas, que da porca comem as carnes e, a nós, oferecem a lavagem que sobra!

E o pior! A História é um ciclo! No meio da sujeira, volta e meia aparece falso cândido oferecendo a solução, higienista, claro… E passa louvado pelos burros! Foi assim no passado, está sendo no presente e, se a porca continuar inválida, voltará a ser no futuro próximo!

Precisamos despertar! Precisamos parar de suportar nas costas o peso da safadeza alheia!

Sim, depois de tanto tempo na caverna da alienação de “a culpa não é minha, eu votei em Baphomet, não em Lúcifer” vão doer os olhos, ao tocarem a luz… Mas e daí?!

Precisamos acordar para o ditado de que nossa é a vox Dei!

Se não o fizermos, meus caros, o lobo na pele de moral(fasc)ista, vai ser entronado e, temo profundamente, acabaremos, mais dia ou menos dia, vendo emergir um monstro dessa lagoa.

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