banana
 

Como veio ao mundo…

Penso eu que todo mundo pelo menos soube do bafafá envolvendo a estreia da canção “Eu escolhi você”, de Clarice Falcão.
Se não, deixa que eu explico:

Na letra, Clarice fala sobre um parceiro meia boca, aquele “nem ruim, nem bom”, mas o que tinha disponível. Diz “Porque você é o melhor. Ou melhor, o menos pior pra escolher”. Isso pela dificuldade de oferta e demanda, no “mercado” do amor.

A melodia é bastante alegre, simples e familiar. Uma música muito divertida.
Até aqui, nada demais.

Acontece que, no clipe, divulgado via Twitter, aparecem quadris de pessoas. Isso: quadris de pessoas.
Essas pessoas, com uma peça de roupa, começam a se desnudar. Uma vez nuas, interagem com seus genitais. Uns colocam glitter, outros confetes, adesivos, tinta, “roupinhas” rs.
Preciso confessar que, depois do “mas que porra…” inicial, me diverti e dei altas gargalhadas.
Na conclusão, quando diz “Aí termina que, no fim, só tem você”, um vibrador rouba a cena.

A internet não soube lidar…
O vídeo foi retirado do ar pela Google, empresa que administra o Youtube, e, hoje, nada mais se falou senão sobre os pênis e vaginas que nele apareciam…

Agora, só p’ra jogar a bomba e sair correndo, pênis e vaginas são algo terrível, imoral?
Se sim, por quê sites pornográficos como XVideos gabam-se de receberem mais de 10.000 vídeos pornográficos diariamente?
A nudez é imoral ou o ato sexual pede discrição e intimidade?
Quê há de tão absurdo em usar corpos nus sem fins pornográficos? Por que não aplica-se a mesma lógica à “indústria do ‘prazer'”?

Eu, pessoalmente, não tomo banho de roupas. Sou, portanto, imoral?
Fica o questionamento…

CC BY-NC-ND 4.0This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License. Permissions beyond the scope of this license may be available at Mario Feitosa - Políticas.