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Cadê todo mundo?!

Hoje serei brevíssimo: cadê todo mundo que era contra a corrupção?

Cadê aquele povo todo, de verde amarelo, batendo panelas, “primeiro a Dilma, depois o resto”?

O problema não era a corrupção?

Claro que não.

Alguns começaram, já, a abrir os olhos e tal, mas, mesmo assim, ainda falo de uma parcela muito pequena, irrelevante, de pessoas entendendo que foram usadas.

Obviamente, nem todos que o faziam eram inocentes úteis. Havia aqueles que realmente tinham interesses no projeto particular de “governo”, que hoje rege o país.
No entanto, como fica? Aliás, como ficamos?

“Ah, mas o dólar baixou”…
Sim, baixou: o aparelho todo passou a maquiar a verdadeira situação.
Toda uma crise de poder, depois econômica, hoje institucional foi forjada, buscando convencer brasileiros e o resto do mundo que a situação era inaceitável, porém corrigível.

Hoje temos Franco em Ministério, Jucá em liderança de Governo, no Congresso, empurrando blindagem à posição; temos censura de comunicação, a mando de Temer; temos o Espírito Santo em frangalhos, Rio em pé de guerra…

A casa está desabando, porém parece que não.
O silêncio impera em nosso peito de capachos que somos.

O Estado se mostra soberano, mesmo em detrimento de nossos próprios direitos – sua real razão de existir -.
Importante é que as boquinhas estejam caladas, as camisetinhas da CBF guardadas e as panelas tenham voltado para as mãos das diaristas… Isso que importa.

Quando o gato é bobo, os ratos fazem a festa.
Só me desculpe por lembrar que nós não fomos convidados.

Segue o circo, ao som do mar e à luz do céu profundo…

 

– para a coluna Discordância, no jornal Cidade em Foco – Santa Rosa de Viterbo –

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